dezembro 29, 2008

Algo sobre Padre Antônio Vieira

Posted in Artigos com introdução, Filosofia às 11:11 pm por espacointuicao

Era minha intenção escrever aqui algo sobre o grande orador Padre Antônio Vieira no ano do seu quadringentésimo aniversário de nascimento. No entanto, não consegui escrever um bom material a tempo de ser postado no ano de 2008. Espero que, tão logo consiga escrever algo digno de tão grande homem, possa postá-lo em meu blog. Abaixo segue a biografia de Padre Antônio Vieira, de acordo com a Wikipédia. Alerto ao leitor que o texto abaixo pode conter aproximações e até erros, considerando-se que a Wikipédia é uma produção de conhecimentos aberta ao público, embora tente alcançar a excelência, o universo de informações é extraordinariamente grande, logo não sendo de total confiabilidade, siga o link: http://pt.wikipedia.org/wiki/António_Vieira
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Abaixo segue um trecho da Introdução da obra: “Sermões Escolhidos de Padre Antônio Vieira”, por José Verdasca, ver referências bibliograficas:

Interrogar-se-á o leitor não católico, o estudioso profano, ou até mesmo o aluno agnóstico, anticlerical e pragmático, sobre a oportunidade, as razões, as vantagens, e os inconvenientes, que concorrem e decorrem para o, e ou do lançamento, neste início do terceiro milênio, de uma obra do século XVII, com sermões escolhidos de Antônio Vieira, dado que se trata de prédicas de um padre nos púlpitos do Brasil e da Europa, numa época em que a Igreja – ainda toda poderosa – presidia aos destinos do Planeta, e o esclavagismo se encontrava no seu apogeu, apesar de o Renascimento ter surgido no Velho Mundo com novas práticas e idéias, entre as quais pontificava o humanismo, arejando mentes e consciências; tal interrogação teria sua razão de ser, não fosse Vieira o maior autor de língua portuguesa do século XVII – e um dos maiores de todos os tempos – e não fora a sua obra fruto de um talento inexcedível e de uma erudição ímpar, resultado de uma capacidade de intervenção oportuna e vigorosa, e consequência de uma ousadia sem limites, e de uma curiosidade intelectual única, o que a torna clássica, portanto, antológica.

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Referências Bibliográficas
Biografia de Padre Antônio Vieira. http://pt.wikipedia.org/wiki/António_Vieira Disponível em 29/12/2008 22:40.
VIEIRA, Pe. Antônio. Introdução. In.: Sermões Escolhidos. org. José Verdasca. Editora Martin Claret, São Paulo: 2003.
(*) representação de Padre Antônio Vieira, disponível em site da Wikipédia em: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/28/Padre_Ant%C3%B3nio_Vieira.jpg.disponível em: 29/12/2008 – 22:46hs.
 
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novembro 16, 2008

o Calcanhar de Aquiles de Karl Marx

Posted in Filosofia, Meus textos, Vídeos filosofia às 12:23 am por espacointuicao

Joandre Oliveira Melo

Advertência ao leitor: Para entender o texto abaixo é necessário que assistam aos filmes nos links indicados no final do texto. Trata-se de uma exposição livre de minhas idéias acerca do trabalho de Karl Marx apresentado pelo nobre filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.

Karl Marx(1818-1883), talvez um dos últimos filósofos criadores de sistemas, mudou o modo de ver e pensar da humanidade sobre sua existência e sobre a realidade à qual está subjulgada.

Nos links abaixo estão duas apresentações do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. sobre a sua ótica do pensamento Marxiano. Eu penso que novas leituras de Marx, utilizando-se do pensamento contemporâneo e de uma “pseudo”(friso meu) experiência empírica da aplicação de suas idéias, que ocorreu na antiga União Soviética, devem ser rapidamente produzidas. Uma dessas leituras é a do eminente filósofo em epígrafe (ver link abaixo).

Entretanto, a abordagem do nobre filósofo nos mostra um limite nas teorias de Marx, o qual poderia, segundo ele, levar-nos acreditar que existiria um calcanhar de aquiles, um ponto que se tornaria dogmático, dentro da teoria que se quer racional e dentro de um arcabouço filosófico. Este ponto, citado por Ghiraldelli, refere-se às circunstâncias possíveis para que o proletariado vença seu estado de alienação e tome consciência de sua condição de explorado.

Embora, eu não seja um especialista nas obras de Marx e baseando-me apenas no que tenho lido e estudado nos últimos anos, dentre outros, destaco, para tentar explicar que não há fissura no pensamento de Marx, que leve-nos ao dogma. Pelo menos não no ponto explicado pelo nobre filósofo Ghiraldelli.

Para tanto, é preciso que levemos em consideração os trabalhos de Marx sobre a sua tese de doutorado, onde o preclaro filósofo analisa as “diferenças entre a filosofia da natureza em Democrito e Epicuro”. Epicuro é bastante conhecido e seu pensamento é equivocadamente caracterizado como hedonista. Ao meu ver, Epicuro teoriza sobre algo muito claro, ou seja, a busca do Homem pelo prazer, não a satisfação desmedida, mas o prazer como um sentimento de “bem estar”. Esse ponto seria ou, pelo menos, deveria ser, segundo Epicuro, o norteador das ações humanas.

Com efeito, não existe um ponto inexplicável racionalmente ou dogma para a questão da tomada de consciência do proletariado com relação à sua condição inferior às elites burguesas. Todos são homens; aqueles que desfrutaram do inebriante prazer da fortuna, do ócio, não hesitarão em lutar com todas as armas para manutenção do Status quo e, inclusive oprimirão cada vez mais o proletariado para se satisfazerem compulsoriamente. Por outro lado, os oprimidos impelidos pela mesma natureza, proposta por Epicuro, sentirão o peso cada vez maior da opressão da classe dominante que tenderá ao limite da tolerância humana. Destarte, serão, teoricamente, forçados a questionarem sobre sua condição e serão levados à tomada de consciência. Nesse momento deixarão de ser uma classe em si e se tornarão classes para si, ou seja, a solidariedade que existia entre os proletários, apenas por afinidade, se transformará em uma imperiosa vontade de revolucionar, de quebrar os grilhões que os prendem à uma realidade deprimente criada para manter uma elite ávida em satisfazer seus desejos. O Aclarar dessas idéias trará ao pensamento proletário, a noção de que a realidade social à qual estão submetidos, não transcende a sua vontade e, portanto, pode ser mudada. Esse acirramento do conflito de classes culminará com a Revolução do Proletariado – que também pode não ser uma revolta armada, radical e violenta. Logo, não existe nenhum dogma neste ponto.

Obviamente, que o espaço não permite uma disposição maior dos argumentos. Parti, portanto, do pressuposto de um conhecimento prévio das leituras de Marx.

Com efeito, vejo que Marx tem um ou alguns pontos fracos. Mas, estes pontos encontram-se na abrodagem da natureza humana em suas teorias; obviamente que, analisando através do pensamento moderno, com todos os subsídios que temos hoje para a compreensão do homem. Mas, para a construção de um trabalho magnífico como o que Marx fez e os conhecimentos da época, ele deveria defenir um ponto de partida. E o ponto de vista de Marx para o seu recorte foi perfeito levando-se em considerando-se a época. Mas, este é um assunto para um outro artigo.

Sem mais demorar-me com mais querelas e questões que devem ser devidamente discutidas, vamos aos filmes.

Filosofia Marx – 1 http://www.youtube.com/watch?v=5WdE0XVnzUc
Filosofia Karl Marx – 2http://www.youtube.com/watch?v=A20DvzN0XAg

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Referências
Os filmes foram encontrados no Youtube nos links indicados acima, disponível em 15/11/2008, 23:00

março 21, 2008

"O Iluminismo é totalitário"

Posted in Filosofia às 5:36 pm por espacointuicao

Em sua crítica ao autoritarismo e a submissão do Homem moderno às seduções do mercado, da alienação e do consumismo desenfreado, Adorno combate o conhecimento iluminista que, na sua concepção, desmistifica o mundo submetendo tudo, através da razão, ao crivo da ciência. Destarte, o conhecimento considerado libertador do obscurantismo no qual a humanidade estava imersa, foi subjugado pela ideologia burguesa e amalgamado aos processos de produção da indústria florescente, fornecendo as bases para o aparecimento de um mercado de consumo de massa fundando a moderna sociedade.

Abaixo texto de Adorno:

Apesar de alheio à matemática, Bacon captou muito bem o espírito da ciência(…) o entendimento,(…) deve ter voz de comando sobre a natureza desenfeitiçada. (…) O saber que é poder não conhece limites. Esse saber serve aos empreendimentos de qualquer um, sem distinção de origem, assim como, na fábrica e no campo de batalha, está a serviço de todos os fins da economia burguesa. (…) A técnica é a essência desse saber. Seus objetivos não são os conceitos ou imagens nem a felicidade da contemplação, mas o método, a exploração do trabalho dos outros, o capital. Por sua vez, as inúmeras coisas que, Segundo Bacon, ainda são guardadas nele não passam de instrumentos: o rádio, enquanto impressora sublimada, o avião de combate, enquanto artilharia eficar, o telecomando, enquanto bússola de maior confiança. O que os homens querem aprender da natureza é como aplicá-la para dominar completamente sobre ela e sobre os homens. (…) Sem escrúpulos para consigo mesmo, o iluminismo incinerou os últimos restos da sua própria consciência de si. Só em pensar que faz violência a si próprio é suficientemente duro para quebrar os mitos. Diante do triunfo atual do tino para os fatos, até mesmo o credo nominalista de Bacon seria suspeito de ser ainda uma metafísica e cairia sob o veredito de futilidade que ele próprio pronunciou contra a escolástica. Poder e conhecimento são sinônimos. A felicidade estéril, provinda do conhecimento, é lasciva tanto para Bacon como para Lutero. O que importa não é aquela satisfação que os homens chamam de verdade, o que importa é a operation, o proceder eficaz. “O verdadeiro objetivo e serventia da ciência” não reside nos “discursos plausíveis, deleitantes, veneráveis, que fazem efeito, ou em quaisquer argumentos intuitivamente evidentes, mas sim no desempenho e no trabalho, na descoberta dos fatos particulares anteriormente desconhecidos que nos auxiliem e nos equipem melhor na vida”. Portanto, nenhum mistério há de restar e, tampouco, nenhum desejo de revelação.

O desenfeitiçamento do mundo é a erradicação do animismo. Xenófanes zomba do smuitos deuses, por serem eles semelhantes aos homens, que os produziram, no que estes têm de acidental e de pior, e a lógica mais recente denuncia as palavras em que se cunha a linguagem, como moedas falsas, que melhor seria se fossem substituídas por fichas neutras de um jogo. O mundo vira caos e a síntese é a salvação. Entre o animal totêmico, os sonhos de um visionários e a idéia absoluta, não cabe nenhuma diferença. Caminhando em busca da ciência moderna, os homens se despojam do sentido. Eles substituem o conceito pela fórmula, a causa pela regra e pela probabilidade. A noção de causa foi o último conceito filosófico a entrar no acerto de contas da crítica científica e, por ser o único que ainda comparecia perante a ciência, era por assim dizer a secularização mais tardia do princípio criador. Desde Bacon, um dos objetivos da filosofia era o de redefinir, em conformidade com o espírito do tempo, substãncia, qualidade, ação e paixão, ser e existência; mas a ciência se safou, mesmo sem tais categorias. Elas ficaram para trás, como Idola Theatri da velha metafíscia; e, memso no tempo dessa última, já eram elas mementos de entidades e potências de ante-passado, que tinham, nos mitos, vida e morte explicitadas e entrelaçadas. As categorias, nas quais a filosofia ocidental determinara sua eterna ordem da natureza, marcavam os lugares, antigamente ocupados por Ocnos e Perséfone, Ariadne e Nereu. As cosmologias pré-socráticas fixam o momento de transição. A umidade, o indiferenciado, o ar, o fogo, nelas tratados como material primitivo da natureza, são justamente sedimentações meramente nacionalizadas da visão mítica do mundo. Assim como as imagens da criação a partir do rio e da terra, imagens que chegaram do Nilo até os gregos, tornaram-se aqui princípios hilozoísticos, elementos, assim também a profusa ambigüidade dos demônios míticos se espiritualizou nas formas puras das essências ontológicas. Pelas idéias platônicas, o logos filosófico finalmente também toma conta dos deuses patriarcais do Olimpo. Mas, reconhecendo as antigas potências na herança platônico-aristotélica da metafísica, o iluminismo combateu a pretensão à verdade dos universais, como superstição. Ele julga ver ainda, na autoridade dos conceitos universais, o medo dos demônios, por meio de cujas imagens os homens procuravam, no ritual mágico, influir na natureza. A partir de agora, a matéria deverá finalmente ser dominada, sem apelo a forças ilusórias que a governem ou que nela habitem sem apelo a propriedades ocultas. O que não se ajusta às medidas da calculabilidade e da utilidade é suspeito para o iluminismo. Uma vez que pode desenvolver-se sem ser pertubado pela opressão externa, nada mais há que lhe possa servir de freio. Com as suas próprias idéias sobre os direitos humanos acontece o mesmo que acontecera com os antigos universais. Cada resitência espiritual que ele encontra serve apenas para multiplicar a sua força. Isso se explica pelo fato de que o iluminismo se auto-reconhece até mesmo nos mitos. Quaisquer que sejam os mitos para os quais essa resistência possa apelar, esse mitos, pelo simples fato de se tornarem argumentos numa tal contestação, aderem ao princípio da racionalidade demolidora pela qual censuram o iluminismo. O iluminismo é totalitário.

(*) Imagem: heodor Adorno (1903-1969), disponível em: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/2003/09/08/000.htm, 21/03/2008, 16:00hs
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Referências Bibliográficas ADORNO, Theodor W. Conceito de Iluminismo. In.: Theodor W. Adorno – Vida e Obra. Coleção: Os pensadores. São Paulo: Ed. Nova Cultural Ltda, 1999. (pp. 18-20)

janeiro 27, 2008

O Todo e a Parte

Posted in Filosofia, Poemas Barroco às 12:50 am por espacointuicao


No poema abaixo, escrito no século XVII, Gregório de Matos – considerado um marco do Barroco no Brasil – discorre sobre dois conceitos da linguagem: O Todo e a Parte.

Sua análise é aguçada quando encontra um braço, supostamente de uma imagem do Menino Jesus. A percepção do braço leva-o a mentalizar toda a imagem do Menino Jesus. Logo por dedução: O Todo está em toda Parte… é uma pérola do silogismo.

Por Gregório de Matos(*)


O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,

Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o Sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,

Em qualquer parte sempre fica o todo.

O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,

Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,

Nos disse as partes todas deste todo.


(*) Gregório de Matos e Guerra nascido em Salvador ou Recifie, provavelmente em abril de 1623, alcunha Boca do Inferno, foi advogado e poeta do período colonial. É considerado o maior poeta do Barroco brasileiro. (Dados obtidos do Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Greg%C3%B3rio_de_Matos. 26/01/2008)

(**) Imagem obtida em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Greg%C3%B3rio_de_Matos.jpg. Disponível em: 26/01/2008.

dezembro 22, 2007

Aos escritores …

Posted in Bergson, Filosofia às 1:36 am por espacointuicao

(…)Na realidade, a arte do escritor consiste sobretudo em nos fazer esquecer que ele emprega palavras. A hormonia que ele busca é uma certa correspondência entre as idas e vindas de seu espírito e as de seu discurso, correspondência tão perfeita que, levadas pela frase, as ondulações de seu pensamento se comunicam ao nosso e, então, cada uma das palavras, tomadas individualmente, não mais importa: há somente o sentido movente que atravessa as palavras, somente dois espíritos que parecem vibrar diretamente, sem intermediário, em uníssono.(…)

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Referências Bibliográficas

BERGSON, Henri-Louis. A Alma e o Corpo. In.: Cartas, conferências e Outros Escritos: Vida e obra. Trad. Franklin Leopoldo e Silva. Coleção: Os pensadores. Editora Nova Cultural. São Paulo: 2005. p. 136

novembro 14, 2007

Para Ler …

Posted in Filosofia às 1:47 am por espacointuicao

– Neste ponto não poso suprimir um suspiro e uma última esperança. Que coisa é para mim completamente intolerável? Aquilo com que não posso, que me faz enlanguescer e definhar? O ar ruim! O ar ruim! O fato de que uma coisa malograda se aproxime; que eu tenha de cheirar as entranhas de uma alma malograda!… O que não suportamos normalmente de miséria, privação, mau tempo, enfermidade, fadiga, solidão? no fundo podemos com todo o resto, nascidos que somos para uma existência subterrânea e combativa; sempre voltamos mais uma vez à luz, sempre vivemos mais uma vez a nossa hora áurea da vitória – e então aí estamos, como nascemos, inquebrantáveis, tensos, prontos para algo novo, ainda mais difícil, mais distante, como um arco que a miséria torna ainda mais teso. – Mas de quando em quando me concedam – supondo que existam protetoras celestes, além do bem e do mal – uma visão, concedam-me apenas uma visão, de algo perfeito, inteiramente logrado, feliz, potente, triunfante, no qual ainda haja o que temer! de um homem que justifique o homem, de um acaso feliz do homem, complementar e redentor, em virtude do qual possamos manter a fé no homem!… Pois assim é: o apequenamento e nivelamento do homem europeu encerra nosso grande perigo, pois esta visão cansa… Hoje nada vemos que queira tornar-se maior, pressentimos que tudo desce, descende, torna-se mais ralo, mais plácido, prudente, manso, indiferente, medíocre, chinês, cristão – não há dúvida, o homem se torna cada vez “melhor”… E precisamente nisso está o destino fatal da Europa – junto com o temor do homem, perdemos também o amor a ele, a reverência por ele, a esperança em torno dele, e mesmo a vontade de que exista ele. A visão do homem agora cansa – o que é hoje o niilismo, se não isto?… Estamos cansados do homem…

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Referências Bibliográficas

NIETZSCHE, Friedrich W. Primeira Dissertação “Bom e mau”, “bom e ruim”. In.: Genealogia da moral: uma polêmica. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras. 1998. p.34-35

novembro 12, 2007

Apresentação

Posted in Filosofia às 5:01 am por espacointuicao


Neste Blog tentarei trazer para o público algo sobre a obra do eminente filósofo francês, Henri-Louis Bergson (1859-1941), prêmio Nobel de Literatura de 1927. Sua incrível sensibilidade e seu fabuloso e metódico trabalho na concepção de uma linha para estudos Metafísicos na filosofia, trouxeram à luz uma nova abordagem do “objeto”.

Utilizando-se do termo Intuição, seu principal conceito, como forma de absorver a essência do objeto estudado, em sua plenitude e, conceber a sua unicidade no Universo, apresenta-nos uma estratégia de abordagem completa do objeto.

Em sua principal obra a “Evolução criativa”, podemos nos deliciar com a eloqüênte apresentação sobre o método da Intuição. A clareza com que expõe suas idéias é fenomenal, a elegância com que aborda a teoria do “vir a ser” de Heráclito, modelando-a como se fosse um escultor meticuloso, desmontando-a pedaço por pedaço para construir e fundamentar sua tese, é como se produzisse uma obra de arte. A forma literária com que aborda os temas tornam a leitura muito agradável e conduzem o leitor pelos intricados caminhos da Metafísica. É como se conduzisse o leitor pela mão até ao entendimento da matéria. Os seus exemplos bastante empíricos são como a luz que aplaina a escuridão revelando-nos o caminho.

Eu aconselho a todos que se interessarem por filosofia e pela metafísica, que lessem os escritos de Henri Bergson.

Tentarei trazer mais comentários sobre as obras de Bergson futuramente. A medida que as analisar. Exporei neste espaço também os textos produzidos por mim e análise de leituras de outros escritores e filósofos. Espero que gostem da produção exposta neste espaço.

Mais informações nos sites: http://www.kirjasto.sci.fi/bergson.htm, http://afilosofia.no.sapo.pt/10bergson.htm, http://mnemosyne.blog-city.com/henri_bergson_o_filsofo_da_intuio.htm
http://www.marcelproust.it/gallery/bergson.htm