novembro 24, 2008

Debate: Michel Foucault e Noam Chomsky

Posted in Artigos com introdução, Vídeos filosofia às 10:01 pm por espacointuicao

Abaixo inseri um link de um debate, onde discute-se a natureza do Poder: Michel Foucault(1926-1984) e Noam Chomsky são os protagonistas. Após lerem o texto, assistam ao vídeo com parte do debate, o link encontra-se abaixo.
Michel Foucault(1926-1984) eminente filósofo e psicólogo, atreveu-se a estudar e desnudar a face do poder. Seguiu a corrente estruturalista de Levy-Strauss, adentrou-se na psiquiatria e na linguagem para tentar entender a natureza humana.

Noam Chomsky, é linguísta e professor no MIT(Massachuts Institute of technology). Ao mesmo tempo é interessado no estudo das instituições governamentais e na burocracia estatal.

Prestem atenção à exposição de Foucault sobre a dinâmica e a natureza do Poder. Para FOUCAULT, o Poder parece não ter uma forma específica, não existe enquanto algo real; todavia, emana de um conjunto de práticas e relações entre os seres viventes. O poder não está, somente no aparelho repressor do Estado, ou ainda, no aparelho jurídico. Mas, encontra-se disseminado no meio social em uma “multiplicidade de forças”, cuja a finalidade é buscar a obediência do outro, é subjulgar, levar o homem a docilidade, para que se torne útil.

Por outro lado, Noam Chomsky centraliza a sua argumentação na natureza do poder oriundos das instituições sociais: o Estado, como centralizador do Poder, por exemplo.

Abaixo, transcrevi um trecho que considero alusivo ao tema debatido, excerto extraído do livro: “Microfísica do Poder” de Michel Foucault.

(…) Ora a noção de repressão é totalmente inadequada para dar conta do que existe justamente de produtor no poder. Quando se define os efeitos do poder pela repressão, tem-se uma concepção puramente jurídica deste mesmo poder; identifica-se poder a uma lei que diz não. O fundamental seria a força da proibição. Ora, creio ser esta uma noção negativa, estreita e esquelética do poder que curiosamente todo mundo aceitou. Se o poder fosse somente repressivo, se não fizesse outra coisa a não ser dizer não você acredita que seria obedecido? O que faz com que o poder se mantenha e que seja aceito é simplesmente que ele não pesa só como uma força que diz não, mas que de fato ele permeia, produz coisas, induz ao prazer, forma saber, produz discurso. Deve-se considerá-lo como uma rede produtiva que atravessa todo o corpo social muito mais do que uma instância negativa que tem por função reprimir.(…)(FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder, 1979: p.7-8)

Assista ao vídeo com parte do debate entre Michel Foucault e Noam Chomsky,sobre a natureza do poder, em: http://www.youtube.com/watch?v=kawGakdNoT0

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Referências bibliográficas

FOUCAULT, Michel. I. Verdade e poder. In.: Microfíscia do poder. Trad. Roberto Machado. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979. p.7-8.

Vídeo disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=kawGakdNoT0, 24/11/2008. 21:18

(*) Imagem Michel Foucault(1926-1984), disponível em: Espaço Michel Foucault em 24/11/2008. 21:56.

(*) Imagem de Noam Chomsky, disponível em: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/86/Noam_chomsky.jpg, em 25/11/2008 19:39hs.

novembro 16, 2008

o Calcanhar de Aquiles de Karl Marx

Posted in Filosofia, Meus textos, Vídeos filosofia às 12:23 am por espacointuicao

Joandre Oliveira Melo

Advertência ao leitor: Para entender o texto abaixo é necessário que assistam aos filmes nos links indicados no final do texto. Trata-se de uma exposição livre de minhas idéias acerca do trabalho de Karl Marx apresentado pelo nobre filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.

Karl Marx(1818-1883), talvez um dos últimos filósofos criadores de sistemas, mudou o modo de ver e pensar da humanidade sobre sua existência e sobre a realidade à qual está subjulgada.

Nos links abaixo estão duas apresentações do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. sobre a sua ótica do pensamento Marxiano. Eu penso que novas leituras de Marx, utilizando-se do pensamento contemporâneo e de uma “pseudo”(friso meu) experiência empírica da aplicação de suas idéias, que ocorreu na antiga União Soviética, devem ser rapidamente produzidas. Uma dessas leituras é a do eminente filósofo em epígrafe (ver link abaixo).

Entretanto, a abordagem do nobre filósofo nos mostra um limite nas teorias de Marx, o qual poderia, segundo ele, levar-nos acreditar que existiria um calcanhar de aquiles, um ponto que se tornaria dogmático, dentro da teoria que se quer racional e dentro de um arcabouço filosófico. Este ponto, citado por Ghiraldelli, refere-se às circunstâncias possíveis para que o proletariado vença seu estado de alienação e tome consciência de sua condição de explorado.

Embora, eu não seja um especialista nas obras de Marx e baseando-me apenas no que tenho lido e estudado nos últimos anos, dentre outros, destaco, para tentar explicar que não há fissura no pensamento de Marx, que leve-nos ao dogma. Pelo menos não no ponto explicado pelo nobre filósofo Ghiraldelli.

Para tanto, é preciso que levemos em consideração os trabalhos de Marx sobre a sua tese de doutorado, onde o preclaro filósofo analisa as “diferenças entre a filosofia da natureza em Democrito e Epicuro”. Epicuro é bastante conhecido e seu pensamento é equivocadamente caracterizado como hedonista. Ao meu ver, Epicuro teoriza sobre algo muito claro, ou seja, a busca do Homem pelo prazer, não a satisfação desmedida, mas o prazer como um sentimento de “bem estar”. Esse ponto seria ou, pelo menos, deveria ser, segundo Epicuro, o norteador das ações humanas.

Com efeito, não existe um ponto inexplicável racionalmente ou dogma para a questão da tomada de consciência do proletariado com relação à sua condição inferior às elites burguesas. Todos são homens; aqueles que desfrutaram do inebriante prazer da fortuna, do ócio, não hesitarão em lutar com todas as armas para manutenção do Status quo e, inclusive oprimirão cada vez mais o proletariado para se satisfazerem compulsoriamente. Por outro lado, os oprimidos impelidos pela mesma natureza, proposta por Epicuro, sentirão o peso cada vez maior da opressão da classe dominante que tenderá ao limite da tolerância humana. Destarte, serão, teoricamente, forçados a questionarem sobre sua condição e serão levados à tomada de consciência. Nesse momento deixarão de ser uma classe em si e se tornarão classes para si, ou seja, a solidariedade que existia entre os proletários, apenas por afinidade, se transformará em uma imperiosa vontade de revolucionar, de quebrar os grilhões que os prendem à uma realidade deprimente criada para manter uma elite ávida em satisfazer seus desejos. O Aclarar dessas idéias trará ao pensamento proletário, a noção de que a realidade social à qual estão submetidos, não transcende a sua vontade e, portanto, pode ser mudada. Esse acirramento do conflito de classes culminará com a Revolução do Proletariado – que também pode não ser uma revolta armada, radical e violenta. Logo, não existe nenhum dogma neste ponto.

Obviamente, que o espaço não permite uma disposição maior dos argumentos. Parti, portanto, do pressuposto de um conhecimento prévio das leituras de Marx.

Com efeito, vejo que Marx tem um ou alguns pontos fracos. Mas, estes pontos encontram-se na abrodagem da natureza humana em suas teorias; obviamente que, analisando através do pensamento moderno, com todos os subsídios que temos hoje para a compreensão do homem. Mas, para a construção de um trabalho magnífico como o que Marx fez e os conhecimentos da época, ele deveria defenir um ponto de partida. E o ponto de vista de Marx para o seu recorte foi perfeito levando-se em considerando-se a época. Mas, este é um assunto para um outro artigo.

Sem mais demorar-me com mais querelas e questões que devem ser devidamente discutidas, vamos aos filmes.

Filosofia Marx – 1 http://www.youtube.com/watch?v=5WdE0XVnzUc
Filosofia Karl Marx – 2http://www.youtube.com/watch?v=A20DvzN0XAg

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Referências
Os filmes foram encontrados no Youtube nos links indicados acima, disponível em 15/11/2008, 23:00

março 21, 2008

PROGRAMA CULTURA E PENSAMENTO – Ciclo de Conferêcias

Posted in Vídeos filosofia às 7:04 pm por espacointuicao


“Mutações: novas configurações do Mundo” Conferencista: Franklin Leopoldo e Silva. Tema: Descontrole do tempo histórico e banalização da experiência.

Vivemos na atualidade a forte aceleração do tempo histórico, em que a experiência da sucessão é
marcada mais pelas rupturas do que pela continuidade, o que conduz a um fluxo de mutações mais rápido do que o ritmo de nossa experiência da temporalidade. Por não apreendermos inteiramente o
significado dessa velocidade do devir histórico, resignamo-nos a tomar tal fluxo acelerado como um
fim em si mesmo, o que leva ao empobrecimento existencial e histórico, e, por conseqüência, à
banalização da experiência.

FRANKLIN LEOPOLDO E SILVA
é professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo.

(*) Disponível em:

Nietzsche – vida e obra

Posted in Vídeos filosofia às 2:29 pm por espacointuicao

O vídeo acima apresenta um pouco sobre a vida e obra de um dos maiores filósofos do século XIX: Friedrich Wilhem Nietzsche.

“A fonte de pesquisa para realização deste trabalho foi obtida através de fragmentos na Internet sobre Nietzsche.”

Voz/Edição: Rogério Souza
Pesquisa: Cândido Jr., José Jr., Newton Neto, Rodolfo Carvalho, Rogério Souza.

(*) Vídeo obtido do Youtube. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=YB4cgfC_Rdg.

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Fontes

Nietzsche – Vida e Obra. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=YB4cgfC_Rdg. 21/03/2008.