março 21, 2008

PROGRAMA CULTURA E PENSAMENTO – Ciclo de Conferêcias

Posted in Vídeos filosofia às 7:04 pm por espacointuicao


“Mutações: novas configurações do Mundo” Conferencista: Franklin Leopoldo e Silva. Tema: Descontrole do tempo histórico e banalização da experiência.

Vivemos na atualidade a forte aceleração do tempo histórico, em que a experiência da sucessão é
marcada mais pelas rupturas do que pela continuidade, o que conduz a um fluxo de mutações mais rápido do que o ritmo de nossa experiência da temporalidade. Por não apreendermos inteiramente o
significado dessa velocidade do devir histórico, resignamo-nos a tomar tal fluxo acelerado como um
fim em si mesmo, o que leva ao empobrecimento existencial e histórico, e, por conseqüência, à
banalização da experiência.

FRANKLIN LEOPOLDO E SILVA
é professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo.

(*) Disponível em:

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"O Iluminismo é totalitário"

Posted in Filosofia às 5:36 pm por espacointuicao

Em sua crítica ao autoritarismo e a submissão do Homem moderno às seduções do mercado, da alienação e do consumismo desenfreado, Adorno combate o conhecimento iluminista que, na sua concepção, desmistifica o mundo submetendo tudo, através da razão, ao crivo da ciência. Destarte, o conhecimento considerado libertador do obscurantismo no qual a humanidade estava imersa, foi subjugado pela ideologia burguesa e amalgamado aos processos de produção da indústria florescente, fornecendo as bases para o aparecimento de um mercado de consumo de massa fundando a moderna sociedade.

Abaixo texto de Adorno:

Apesar de alheio à matemática, Bacon captou muito bem o espírito da ciência(…) o entendimento,(…) deve ter voz de comando sobre a natureza desenfeitiçada. (…) O saber que é poder não conhece limites. Esse saber serve aos empreendimentos de qualquer um, sem distinção de origem, assim como, na fábrica e no campo de batalha, está a serviço de todos os fins da economia burguesa. (…) A técnica é a essência desse saber. Seus objetivos não são os conceitos ou imagens nem a felicidade da contemplação, mas o método, a exploração do trabalho dos outros, o capital. Por sua vez, as inúmeras coisas que, Segundo Bacon, ainda são guardadas nele não passam de instrumentos: o rádio, enquanto impressora sublimada, o avião de combate, enquanto artilharia eficar, o telecomando, enquanto bússola de maior confiança. O que os homens querem aprender da natureza é como aplicá-la para dominar completamente sobre ela e sobre os homens. (…) Sem escrúpulos para consigo mesmo, o iluminismo incinerou os últimos restos da sua própria consciência de si. Só em pensar que faz violência a si próprio é suficientemente duro para quebrar os mitos. Diante do triunfo atual do tino para os fatos, até mesmo o credo nominalista de Bacon seria suspeito de ser ainda uma metafísica e cairia sob o veredito de futilidade que ele próprio pronunciou contra a escolástica. Poder e conhecimento são sinônimos. A felicidade estéril, provinda do conhecimento, é lasciva tanto para Bacon como para Lutero. O que importa não é aquela satisfação que os homens chamam de verdade, o que importa é a operation, o proceder eficaz. “O verdadeiro objetivo e serventia da ciência” não reside nos “discursos plausíveis, deleitantes, veneráveis, que fazem efeito, ou em quaisquer argumentos intuitivamente evidentes, mas sim no desempenho e no trabalho, na descoberta dos fatos particulares anteriormente desconhecidos que nos auxiliem e nos equipem melhor na vida”. Portanto, nenhum mistério há de restar e, tampouco, nenhum desejo de revelação.

O desenfeitiçamento do mundo é a erradicação do animismo. Xenófanes zomba do smuitos deuses, por serem eles semelhantes aos homens, que os produziram, no que estes têm de acidental e de pior, e a lógica mais recente denuncia as palavras em que se cunha a linguagem, como moedas falsas, que melhor seria se fossem substituídas por fichas neutras de um jogo. O mundo vira caos e a síntese é a salvação. Entre o animal totêmico, os sonhos de um visionários e a idéia absoluta, não cabe nenhuma diferença. Caminhando em busca da ciência moderna, os homens se despojam do sentido. Eles substituem o conceito pela fórmula, a causa pela regra e pela probabilidade. A noção de causa foi o último conceito filosófico a entrar no acerto de contas da crítica científica e, por ser o único que ainda comparecia perante a ciência, era por assim dizer a secularização mais tardia do princípio criador. Desde Bacon, um dos objetivos da filosofia era o de redefinir, em conformidade com o espírito do tempo, substãncia, qualidade, ação e paixão, ser e existência; mas a ciência se safou, mesmo sem tais categorias. Elas ficaram para trás, como Idola Theatri da velha metafíscia; e, memso no tempo dessa última, já eram elas mementos de entidades e potências de ante-passado, que tinham, nos mitos, vida e morte explicitadas e entrelaçadas. As categorias, nas quais a filosofia ocidental determinara sua eterna ordem da natureza, marcavam os lugares, antigamente ocupados por Ocnos e Perséfone, Ariadne e Nereu. As cosmologias pré-socráticas fixam o momento de transição. A umidade, o indiferenciado, o ar, o fogo, nelas tratados como material primitivo da natureza, são justamente sedimentações meramente nacionalizadas da visão mítica do mundo. Assim como as imagens da criação a partir do rio e da terra, imagens que chegaram do Nilo até os gregos, tornaram-se aqui princípios hilozoísticos, elementos, assim também a profusa ambigüidade dos demônios míticos se espiritualizou nas formas puras das essências ontológicas. Pelas idéias platônicas, o logos filosófico finalmente também toma conta dos deuses patriarcais do Olimpo. Mas, reconhecendo as antigas potências na herança platônico-aristotélica da metafísica, o iluminismo combateu a pretensão à verdade dos universais, como superstição. Ele julga ver ainda, na autoridade dos conceitos universais, o medo dos demônios, por meio de cujas imagens os homens procuravam, no ritual mágico, influir na natureza. A partir de agora, a matéria deverá finalmente ser dominada, sem apelo a forças ilusórias que a governem ou que nela habitem sem apelo a propriedades ocultas. O que não se ajusta às medidas da calculabilidade e da utilidade é suspeito para o iluminismo. Uma vez que pode desenvolver-se sem ser pertubado pela opressão externa, nada mais há que lhe possa servir de freio. Com as suas próprias idéias sobre os direitos humanos acontece o mesmo que acontecera com os antigos universais. Cada resitência espiritual que ele encontra serve apenas para multiplicar a sua força. Isso se explica pelo fato de que o iluminismo se auto-reconhece até mesmo nos mitos. Quaisquer que sejam os mitos para os quais essa resistência possa apelar, esse mitos, pelo simples fato de se tornarem argumentos numa tal contestação, aderem ao princípio da racionalidade demolidora pela qual censuram o iluminismo. O iluminismo é totalitário.

(*) Imagem: heodor Adorno (1903-1969), disponível em: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/2003/09/08/000.htm, 21/03/2008, 16:00hs
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Referências Bibliográficas ADORNO, Theodor W. Conceito de Iluminismo. In.: Theodor W. Adorno – Vida e Obra. Coleção: Os pensadores. São Paulo: Ed. Nova Cultural Ltda, 1999. (pp. 18-20)

Zabelê, zumbi, besouro …

Posted in Músicas favoritas às 4:59 pm por espacointuicao


“Jovens, regozijai-vos em sua juventude…”

(*) Clipe Linda Juventude – Flávio Venturini & 14Bis, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vNTbWT3H1YY 21/03/2008.

Sunshine on my shoulders

Posted in Músicas favoritas às 3:04 pm por espacointuicao


Sunshine on my shoulders – por John Denver

Sunshine on my shoulders makes me happy.
Sunshine in my eyes can make me cry.
Sunshine on the water looks so lovely.
Sunshine almost always makes me high.

If I had a day, that I could give you.
I’d give to you a day just like today.
If I had a song, that I could sing for you.
I sing a song, to make you feel this way.


Sunshine on my shoulders makes me happy.
Sunshine in my eyes can make me cry.
Sunshine on the water looks so lovely.
Sunshine almost always makes me high.


If I had a tale that I could tell you,
I’d tell a tale sure to make you smile.
If I had a wish that I could wish for you,
I’d make a wish for sunshine all the while

Sunshine on my shoulders makes me happy.
Sunshine in my eyes can make me cry.
Sunshine on the water looks so lovely.
Sunshine almost always makes me high.
Sunshine almost always the time makes me high.
Sunshine almost always …

Essa música é muito bonita e uma das minhas preferidas; na voz aveludada de John Denver, ela fica muito mais linda. Eu gosto muito de músicas produzidas somente com instrumentos musicais simples, como um violão, e a bela voz de um cantor(a).

Acima está postado um clipe – apesar de faltar algumas estrofes – de John Denver cantando Sunshine on my shoulders, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=eivZd4j5MBs.

Caso encontrem algum erro na letra da música favor avisar-me, pois, fiz a cópia livre, transcrevendo a música a medida que ouvia. Pelas palavras erradas, que possam encontrar, peço desculpas.

Agora é só desfrutar do som imaginando-se em uma bela cabana na montanha, diante de uma agradável lareira e, não poderia faltar, uma pessoa muito especial para compartilhar esse momento.

Nietzsche – vida e obra

Posted in Vídeos filosofia às 2:29 pm por espacointuicao

O vídeo acima apresenta um pouco sobre a vida e obra de um dos maiores filósofos do século XIX: Friedrich Wilhem Nietzsche.

“A fonte de pesquisa para realização deste trabalho foi obtida através de fragmentos na Internet sobre Nietzsche.”

Voz/Edição: Rogério Souza
Pesquisa: Cândido Jr., José Jr., Newton Neto, Rodolfo Carvalho, Rogério Souza.

(*) Vídeo obtido do Youtube. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=YB4cgfC_Rdg.

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Fontes

Nietzsche – Vida e Obra. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=YB4cgfC_Rdg. 21/03/2008.

Dona – Roupa Nova

Posted in Músicas favoritas às 2:17 pm por espacointuicao


Esse som embalou muitos da minha geração: Dona – Roupa Nova.

março 20, 2008

Atentado de 11 de setembro

Posted in Meus textos às 2:21 pm por espacointuicao

Por Joandre Oliveira Melo

No decorrer da história do Homem grandes catástrofes acometeram a humanidade, grandes monumentos ao Homem foram erguidos e grandes avanços foram alcançados.

Desde a antiguidade os Homens se degladiaram; o Homem matou o seu semelhante para roubar-lhe a terra, conquistar grandes territórios, acumular riquezas e em nome de Deus. As cruzadas, por exemplo, são um grande exemplo do levante de Homem de fé católica contra Homens de Islâmica. No fundo são todos Homens, caso a nossa ciência não esteja errada, vieram do mesmo útero africano, porém, em nome da fé católica e instigados pelo sumo pontífice, massacraram o povo árabe, sem contudo, obter, definitivamente, o que realmente alegavam. A cidade santa de Jerusalém caiu diante do poder islâmico.

Marx já afirmava que a religião e as motivações decorrentes de ideologias beligerantes, não eram suficientemente fortes para promoverem, por si só, as terríveis investidas dos Homens contra seus semelhantes. A grande motivação, segundo Marx, estava na manutenção da propriedade privada. Um permanente conflito pela propriedade era a causa da motivação destruidora e exploração dos Homens por seus semelhantes. Esse conflito, às vezes velado, podia ser identificado em cada momento da história da humanidade, sempre atrás de alguma catástrofe ou de grandes avanços ou, ainda, na evolução progressiva da humanidade, promovendo um avanços das forças produtivas e dos meios de produção. Quando alterava-se todo o processo, abaixo dos acontecimentos subjetivos e das relações sociais travadas pelos Homens, ou seja, na infraestrutura; tudo que estava “acima”, decorrente desse processo manutenção da existência, também alterava-se inaugurando uma nova ordem.

Recentemente, fomos espectadores da mais sensacional manifestação do conflito descrito por Marx, desde o final da segunda grande guerra com as explosões de bombas atômicas em cidades japonêsas: Os atentados às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001. Poderemos, daqui há alguns anos, contar aos nossos netos, caso o planeta subsista, sobre a grande odisséia do Homem e narrar o fato o qual presenciamos. Porém, as ignominiosas peripécias do Homem constaram desse relato.

(*) Acima as terríveis imagens do atentado de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Zg6kLhReKmQ, 20/03/2008.

março 15, 2008

Animais de estimação

Posted in Textos Victor às 10:07 pm por espacointuicao

Por Víctor Duarte Melo

Eu já tive muitos animais de estimação, mas o que eu mais gosto são os coelhos. Já tive porquinho da Índia, Hamster e coelhos. Especializei-me em coelhos, pois, é o que eu mais amo.

Coelhos são bichinhos dóceis, fofos e divertidos, às vezes curiosos. Aprontaram algumas coisa comigo: roeram cabos de vassoura e pás; plantas de estimação da minha mãe e deixavam escrementos em todos os lugares onde passavam.

Eu sou louco por esses bichinhos e sempre tenho um em casa. Eles são roedores, herbívoros, heterótrofos, eucariontes e mamíferos.

Se você quiser criar um coelho arrume um lugar apropriado para eles: um viveiro de 2m X 2m de até para 3 adultos (Desde que eles não briguem).

Esses bichos não contato com as próprias fezes é apropriado criá-los em terreno de terra onde eles podem cavar tocas e ter filhotes. Eu aconselho não dar alfaces nem mamonas, pois, alface da diarreia e dores de barriga. A mamona é um veneno tanto para os coelhos como para o ser humano.

O coelho deve ser vacinado de 3 em 3 meses contra sarna nas orelhas e outras doenças.

Existem muitas raças e a que eu mais gosto é o Alaska e Mini-lop. O Mini-lop está na faixa de R$ 80,00 (Oitenta reais); Eu já tive um, mas ele morreu ele era lindo branquinho de olhos vermelhos. Eu, na sexta série, fiz um trabalho sobre coelhos e levei o meu lá, ele se chamava chinchila.

Na Pássaros e Cia. – uma loja de animais, localizada na praça Melo Viana em Pará de Minas – vende vários e lindos coelhinhos. Eu compro muitos lá. A Turmalina, minha última coelhinha, eu comprei lá, mas ele morreu recentemente. Um filhote de coelho está na faixa de R$ 5,00 (cinco reais) e o maior R$ 7,00 (sete reais) e o já fertilizado R$ 12,00 (doze reais). Eles são tão lindos.

Eu gosto de procurar informações sobre coelhos na internet. Ou na APROME (Associação Portuguesa de Roedores e outros mamíferos Exóticos). O site é http://www.aprome.com.pt. Sempre encontro muitas informações nele, entrem também.

Os coelhos são ótimos bichos de estimação, a ração é barata custa apenas R$ 1,00 (um real) o quilo. A comida parece uns floquinhos vegetais que contém milho e outras coisas.

Eu prefiro a ração vitaminada para pequenos criadores, custa cerca de R$ 5,00 (cinco reais) o pacote com 5 quilos.

Nunca pegue um coelho pelas orelhas por que além de doer ainda pode causar distensão.

O coelho quando maltratado pode se tornar agressivo, avançando nas pessoas ou mordendo quem o pega.

Esses bichinhos além de serem fofinhos, se reproduzem e cescem muito rápido. Um coelho chega a idade adulta logo no 5º mês de vida. Se você deixar um macho e uma fêmea juntos, o macho vai quere se acasalar o tempo todo reproduzindo-se em demasia ( ou seja: ter muitos filhotes).

Nos Estados Unidos, ter um coelho é tão comum como um cachorro ou gato. Quase 40% da população tem um como animal de estimação – mas também uns bichinhos lindos desses todo mundo vai querer ter! Mas, também há outros roedores que também são lindos e não dão muito trabalho como o Hamster e o porquinho da índia.

A ração do porquinho da ìndia é a mesma dos coelhos, já a do Hamster, são sementes de girassol. Eles também adoram milho, o milho ajuda no fortalecimento dos dentes e ajuda a gastar os dentes, por que, se você não sabe, os dentes dos roedores crescem durante toda a sua vida, até eles morrerem.

Então depois de lerem, vocês não vão querer ter um coelhinho em casa? Eles dão pouco trabalho, são fáceis de limpar por que suas fezes são “uma bolinha” e dão amor como um cachorro. Basta dar bastante carinho a eles.

Esta é a minha história sobre coelhos.

Texto produzido por Víctor Duarte Melo. Revisão e digitação: Joandre Oliveira Melo

O texto acima foi imaginado e escrito pelo meu filho de 12 anos, em apenas alguns minutos. Eu o revisei e dei uma melhor apresentação.

(*) Imagem Coelho da raça Belier, disponível em http://www.aprome.com.pt/Belier.jpg

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Fontes:

Núcleo de Coelhos. disponível em http://www.aprome.com.pt/ncoelhos.htm 19/03/2008, 23:07.